O continente enfrenta o duplo desafio de atender à crescente demanda energética enquanto reduz sua dependência do carvão, um dos maiores responsáveis pelas mudanças climáticas. Com países como Indonésia e Vietnã entre os mais dependentes desse combustível fóssil, a transição para fontes renováveis tornou-se essencial para atingir as metas climáticas globais. A COP29, realizada em Baku, destacou a urgência de transformar o setor energético da região, equilibrando desafios econômicos e oportunidades de inovação.

O carvão ainda gera 35% da eletricidade global, mas sua eliminação é crucial para limitar o aquecimento global. A transição é especialmente complexa na Ásia, onde as usinas a carvão são, em média, mais novas e ainda absorvem altos investimentos. A descarbonização requer estratégias que acelerem o fechamento ou a conversão dessas usinas e promovam uma mudança sustentável para energias como solar, eólica e hidrelétrica, adaptadas à diversidade de recursos regionais.
Além das mudanças tecnológicas, é necessário construir mecanismos financeiros robustos para atrair investimentos. Parcerias público-privadas, subsídios e inovações como a redução do custo de capital podem tornar os projetos renováveis mais acessíveis e competitivos. Modernizar as redes elétricas e implementar tecnologias inteligentes também são passos críticos para integrar fontes intermitentes de energia sem comprometer a estabilidade do sistema.

O sucesso da transição exige políticas públicas eficazes, que eliminem barreiras regulatórias e incentivem investimentos. É igualmente importante garantir que comunidades e trabalhadores dependentes do carvão sejam incluídos no processo. Programas de qualificação, iniciativas de transição justa e o engajamento local são fundamentais para assegurar benefícios econômicos e sociais no novo paradigma energético.