A agricultura dos EUA, avaliada em US$ 1,53 trilhão, enfrenta desafios que podem causar prejuízos bilionários devido às mudanças climáticas, energia eólica e uma doença fúngica que está dizimando morcegos. Esses animais desempenham um papel crucial ao consumirem insetos que, de outra forma, prejudicariam as safras, reduzindo a necessidade de inseticidas.
Morcegos são estimados em um valor anual de US$ 3,7 bilhões a US$ 53 bilhões para a agricultura, de acordo com o Serviço Geológico dos EUA (USGS). No entanto, esse cálculo não considera o impacto dos morcegos em florestas e outras indústrias, como a madeireira, nem seu papel essencial como polinizadores, o que sugere que seu valor econômico é ainda maior.

Em 2023, a agricultura e as indústrias associadas representaram 5,6% do PIB dos EUA, contribuindo com US$ 1,53 trilhão. As fazendas, que também oferecem abundância de insetos para os morcegos, responderam por US$ 203,5 bilhões desse total, reforçando a importância de preservar esses animais para a sustentabilidade do setor.
Além de protegerem as lavouras, os morcegos ajudam a polinizar mais de 300 espécies de frutas e cacau, incluindo o agave, planta essencial para a produção de tequila. Sem eles, a biodiversidade e a segurança alimentar enfrentam sérios riscos.

A síndrome do nariz branco, causada pelo fungo Pseudogymnoascus destructans, já dizimou milhões de morcegos na América do Norte. A doença afeta morcegos em hibernação, comprometendo seu metabolismo e levando à morte. A perda desses controladores naturais de pragas ameaça o equilíbrio ecológico, expõe lavouras a mais insetos e eleva os custos agrícolas.
Morcegos fêmeas grávidas dependem do néctar de agave para realizar suas migrações entre o México central e o sudoeste dos EUA, onde dão à luz seus filhotes. Preservar essas espécies é essencial para a agricultura e os ecossistemas como um todo.