O desmatamento permanece como um problema global grave, com florestas primárias representando 16% da perda total de cobertura arbórea nas últimas duas décadas, resultado das mudanças climáticas e atividades humanas intensas. Para combater isso, cientistas da Lituânia, em parceria com especialistas suecos, criaram o Forest 4.0, um modelo inteligente que utiliza blockchain, Internet das Coisas (IoT) e Inteligência Artificial (IA). Esse sistema inovador possibilita o monitoramento em tempo real das florestas, assegurando práticas mais sustentáveis e transparentes na gestão dos recursos naturais.

O Forest 4.0 coleta dados ambientais de sensores instalados nas árvores, que monitoram temperatura, umidade e saúde do solo. Esses dispositivos, conectados a uma rede central, utilizam algoritmos de IA para analisar os dados, detectando doenças em árvores, riscos de incêndios e atividades ilegais, como o corte clandestino. Câmeras e sensores acústicos também são usados para identificar pragas e outras ameaças ao ecossistema florestal.
Além de proteger as florestas, o sistema facilita a rastreabilidade na cadeia de produção, desde a origem da madeira até o produto final, usando tecnologia blockchain para garantir transparência e segurança. Esse mecanismo reduz práticas ilegais, melhora a gestão de recursos e promove a sustentabilidade. O professor Rytis Maskeliūnas destaca que o modelo é como “a quarta revolução industrial na silvicultura”, com o objetivo de florestas saudáveis e cheias de vida.

O projeto enfrenta desafios como custos iniciais elevados e resistência à adoção de novas tecnologias. No entanto, o sucesso em países como a Alemanha demonstra que esse sistema pode se tornar um padrão global. O uso de blockchain, embora demande confiança, é apoiado pelos avanços na tecnologia financeira (Fintech), que têm ajudado a superar barreiras de aceitação.