Cientistas desenvolveram um modelo inovador para captura de carbono em ambientes aquáticos de baixo oxigênio, como pisciculturas. O estudo explora como a formação de sulfeto de ferro, estimulada pela adição de ferro, pode aumentar a alcalinidade e capturar grandes quantidades de CO2. A abordagem busca oferecer uma solução econômica e eficiente para mitigar as mudanças climáticas.
O pesquisador Mojtaba Fakhraee, em colaboração com Noah Planavsky, destaca que os métodos tradicionais de redução de emissões não são mais suficientes para limitar o aumento da temperatura global a menos de 2°C, conforme o Acordo de Paris. Segundo os cientistas, o novo modelo poderia capturar pelo menos 100 milhões de toneladas métricas de CO2 por ano, além de beneficiar a sustentabilidade das pisciculturas.

O foco nas pisciculturas deve-se à sua relação direta com atividades humanas e ao potencial de co-benefícios, como a redução de sulfeto de hidrogênio, que é tóxico para os peixes. A implementação do modelo poderia melhorar a saúde dos peixes, aumentar as populações e tornar as operações mais lucrativas e sustentáveis, especialmente em países como China e Indonésia, que possuem pisciculturas abundantes.

Além de capturar carbono, o modelo propõe armazenamento a longo prazo, com potencial de reter CO2 por milhares de anos. Essa solução é considerada mais eficaz e duradoura em comparação com outras tecnologias disponíveis. A China, por exemplo, poderia sozinha capturar quase 100 milhões de toneladas métricas de CO2 anualmente com essa abordagem.
Fakhraee enfatiza que essa é apenas uma das possíveis estratégias para captura de carbono em grande escala. Se implementado, o modelo não apenas reduziria as emissões de pisciculturas, mas também promoveria uma indústria pesqueira mais sustentável e resiliente.