A compostagem humana é uma prática inovadora e ecologicamente correta que transforma corpos humanos em solo fértil, contribuindo para a regeneração da natureza. Diferente dos métodos tradicionais como o enterro ou a cremação, que consomem recursos naturais e emitem gases de efeito estufa, a compostagem oferece uma alternativa sustentável para aqueles que desejam reduzir seu impacto ambiental até mesmo após a morte. Essa prática vem ganhando reconhecimento global como uma opção viável e significativa de despedida.

O processo de compostagem humana ocorre em um recipiente fechado, onde o corpo é colocado junto a materiais orgânicos como lascas de madeira, alfafa e palha. Esses elementos criam o ambiente ideal para que microrganismos decomponham o corpo de forma eficiente. Em cerca de um a dois meses, o corpo se transforma completamente em solo rico em nutrientes. Esse solo pode ser utilizado por familiares e amigos para plantar árvores, flores ou contribuir para projetos de conservação, perpetuando uma conexão simbólica com a Terra.
Além de ser uma escolha emocionalmente reconfortante para muitas pessoas, a compostagem humana tem benefícios ambientais significativos. A cremação, por exemplo, libera cerca de 400 quilos de CO₂ por processo, enquanto enterros tradicionais consomem recursos como madeira para caixões e terra para os túmulos. Em contraste, a compostagem utiliza materiais orgânicos e devolve os nutrientes ao solo, fechando o ciclo de vida de forma harmoniosa e sustentável.

A legalização dessa prática vem avançando rapidamente em diversas regiões do mundo, refletindo o aumento do interesse por funerais mais ecológicos. Países como os Estados Unidos já permitem a compostagem humana em estados como Washington, Oregon e Colorado, enquanto outros estão discutindo sua implementação.