O rebalanceamento do Índice Dow Jones de Sustentabilidade Global (DJSI) incluirá onze empresas brasileiras a partir de fevereiro de 2025, destacando o aumento da presença do Brasil no cenário de sustentabilidade corporativa. As companhias selecionadas são Bradesco, Banco do Brasil, Cemig, Itaú Unibanco, Itaúsa, Lojas Renner, Cosan, Petrobras, Klabin, Telefônica Brasil e Rumo. Entre elas, Petrobras, Cosan e Telefônica Brasil (Vivo) são as novidades desta atualização. A Petrobras retorna ao índice após uma ausência desde 2022, impulsionada por avanços em gestão hídrica, capital humano e estratégia climática.

O DJSI, criado em 1999, reconhece empresas líderes em práticas de governança, social e ambiental (ESG) a partir de um universo de 2,5 mil companhias do S&P Global Broad Market Index. O índice é referência para investidores interessados em organizações com estratégias sustentáveis de longo prazo. A relevância do DJSI é evidenciada pelo desempenho de sua carteira nos últimos 12 meses, que acumulou retorno de 11,52%, em contraste com uma queda de mais de 9% do Ibovespa no mesmo período.
O funcionamento do DJSI é baseado nas análises da S&P Global Sustainable1, divisão focada em inteligência de mercado para sustentabilidade. Ele permite a criação de portfólios compostos por empresas que superam seus pares em critérios de sustentabilidade. Assim, o índice oferece aos investidores uma ferramenta objetiva para selecionar companhias alinhadas com práticas ESG reconhecidas globalmente.

Na carteira atual do DJSI, o segmento de tecnologia da informação lidera com 29,6% de participação, seguido por saúde (16,7%) e indústria (13,0%). Empresas de serviços de comunicação e do setor financeiro também possuem representatividade significativa. Geograficamente, companhias dos Estados Unidos dominam o índice com 53,4% do peso, enquanto o Brasil representa apenas 0,5%.