Em 2025, novas abordagens para a proteção marinha estão ganhando destaque, como as Áreas de Prosperidade Marinha (MPpAs), apresentadas em um estudo de pesquisadores liderados por Octavio Aburto, da UC San Diego. O conceito dessas áreas é integrar a prosperidade humana à restauração ecológica, permitindo que as comunidades se beneficiem economicamente enquanto os ecossistemas se recuperam. Esse modelo sugere usar investimentos direcionados e parcerias locais para promover a prosperidade de ambos os lados.

O estudo propõe três fases principais para a implementação das MPpAs: engajamento comunitário e co-criação, capacitação e governança, e monitoramento e co-gestão. A primeira fase visa envolver a comunidade local na definição de estratégias sustentáveis de uso dos recursos marinhos. A segunda se concentra em criar a infraestrutura necessária para gerir essas áreas, incluindo uma governança legal e mecanismos de resolução de conflitos. A última fase garante que a recuperação ecológica e a prosperidade humana avancem de forma conjunta e adaptativa.
Os autores destacam que a proposta se baseia em décadas de pesquisa em áreas marinhas protegidas, como o Parque Nacional Marinho Cabo Pulmo, no México. O sucesso de iniciativas anteriores serviu de modelo para a criação dessa nova estrutura, que se propõe a promover a prosperidade humana enquanto fortalece a conservação.

O modelo das MPpAs busca abordar um problema crítico na conservação marinha: a falta de apoio financeiro imediato para as comunidades durante o processo de recuperação ecológica. Ao incluir investimentos que beneficiem a população local, como fundos para ecoturismo ou iniciativas de aquicultura sustentável, as MPpAs têm o potencial de garantir que as comunidades se beneficiem enquanto os ecossistemas se regeneram.