Olga Malinkiewicz, uma física polonesa, desenvolveu uma tecnologia inovadora no campo da energia solar. Ela criou células solares que podem ser impressas em quase qualquer superfície, usando impressoras jato de tinta. Essa inovação se destaca pela aplicação de perovskita, um material cristalino altamente eficiente na conversão de luz em eletricidade, ao contrário dos tradicionais painéis solares de silício. A principal vantagem é que as células solares de perovskita podem ser fabricadas a temperaturas mais baixas, tornando o processo mais econômico.

A tecnologia de células solares impressas em perovskita mostrou alta eficiência mesmo sob condições de luz interna, o que amplia suas possibilidades de uso. Enquanto os painéis solares convencionais dependem da exposição direta ao sol, essas células podem ser usadas em dispositivos domésticos que operam em ambientes com iluminação artificial.
Além disso, devido à sua flexibilidade e baixo peso, essas células solares podem ser aplicadas em veículos elétricos (EVs). Isso é particularmente útil em áreas com infraestrutura limitada de estações de recarga, uma vez que os painéis solares flexíveis podem ser integrados diretamente aos veículos, permitindo uma forma de recarga autossustentável. Essa abordagem pode transformar o transporte elétrico.

Outra característica importante é o impacto ambiental positivo dessa tecnologia. A produção de células solares de perovskita, ao ser realizada em temperaturas mais baixas, reduz a pegada de carbono em comparação com os métodos tradicionais de fabricação de painéis solares. Isso torna a tecnologia mais sustentável, contribuindo para uma redução significativa nas emissões de gases de efeito estufa e ajudando a combater as mudanças climáticas. A inovação não só melhora a eficiência energética, mas também torna o processo de fabricação de energia solar mais ecológico.