Dois vagões de metrô aposentados de Atlanta, na Geórgia, ganharam uma nova utilidade como recifes artificiais no fundo do Oceano Atlântico. Antes usados para transportar passageiros, agora eles servem de abrigo para peixes e outras formas de vida marinha. A iniciativa faz parte de um projeto da Divisão de Recursos Costeiros da Geórgia, que há mais de 40 anos cria recifes artificiais para melhorar o habitat marinho e apoiar a pesca local.

O processo de transformação envolveu a remoção de materiais perigosos e a escolha de um local adequado para não prejudicar o ambiente natural ou representar riscos à navegação. Após uma inspeção da Guarda Costeira dos EUA, os vagões de 22 metros de comprimento e 25 toneladas foram transportados e afundados em um local chamado L Reef, a cerca de 23 milhas náuticas da costa da Geórgia. Essa área já abriga outras estruturas artificiais, como barcaças e tanques militares.
Mergulhadores que visitaram os vagões recentemente relataram o crescimento de corais moles e a presença de pelo menos nove espécies de peixes esportivos. O teto de um dos vagões desabou, o que, segundo especialistas, é um processo natural à medida que as estruturas artificiais se integram ao ecossistema marinho. O recife artificial também atrai pescadores e mergulhadores recreativos, que destacam a biodiversidade da área.

A iniciativa faz parte da modernização do sistema de transporte de Atlanta, que está substituindo seus antigos vagões por 254 novos modelos. Em vez de vender os vagões aposentados como sucata, a cidade decidiu reaproveitar alguns deles de forma sustentável. A autoridade de transporte da região espera destinar mais vagões para recifes artificiais nos próximos anos.
Especialistas afirmam que os recifes artificiais podem ser tão ricos em biodiversidade quanto os recifes naturais, tornando-se áreas importantes para conservação e pesca sustentável.