Um órgão global que define padrões para projetos voluntários de carbono aprovou três novos métodos para reduzir emissões ao substituir combustíveis usados em fogões domésticos por alternativas mais limpas. A medida busca aumentar a confiança dos compradores nos créditos gerados por esses projetos.

O comércio de carbono permite que empresas adquiram créditos de iniciativas que evitam emissões, como combustíveis limpos para cozinhar ou programas de preservação florestal. Esse mecanismo é visto como uma forma de ajudar países mais ricos a cumprirem metas climáticas enquanto apoiam nações mais pobres na transição para energia sustentável. Em 2023, o mercado voluntário de carbono movimentou cerca de US$ 723 milhões.
Projetos de fogões mais limpos prometem não apenas reduzir emissões da queima de querosene e carvão, mas também trazer benefícios para a saúde ao diminuir a exposição à poluição do ar. No entanto, críticos apontam que os impactos desses programas podem ter sido superestimados, levantando dúvidas sobre sua real efetividade na redução de emissões.

Para lidar com essas preocupações, o Conselho de Integridade para o Mercado Voluntário de Carbono (ICVCM) implementou padrões mais rigorosos, exigindo um controle mais preciso sobre os combustíveis substituídos e o monitoramento do uso dos fogões. A expectativa é que isso reduza o risco de concessão excessiva de créditos e aumente a credibilidade desses projetos no mercado.
O ICVCM prevê que muitos projetos irão atualizar seus métodos para atender às novas regras, o que pode resultar na emissão de centenas de milhares de créditos no próximo ano. Além disso, a entidade aprovou um biodigestor doméstico que transforma resíduos orgânicos em combustível para cozinhar, fortalecendo ainda mais o impacto ambiental e social dessas iniciativas.