Bilhões de absorventes descartáveis são descartados a cada ano, gerando grandes quantidades de resíduos plásticos. Para reduzir esse impacto, produtos reutilizáveis como calcinhas absorventes, absorventes de pano e coletores menstruais se destacam como alternativas mais sustentáveis. Um estudo conduzido por acadêmicos da França e dos Estados Unidos avaliou o impacto ambiental desses produtos, considerando diferentes indicadores, como emissão de gases de efeito estufa e uso de água. O coletor menstrual foi apontado como o produto mais sustentável, seguido pelas calcinhas absorventes e absorventes reutilizáveis, enquanto os descartáveis foram os mais prejudiciais ao meio ambiente.

A pesquisa comparou oito indicadores ambientais e revelou que os absorventes descartáveis, tanto orgânicos quanto não orgânicos, tiveram os piores resultados devido à grande quantidade de plástico e energia consumidos durante a fabricação. Os absorventes orgânicos apresentaram impactos ambientais mais altos devido ao uso maior de terra e água no cultivo do algodão. O coletor menstrual apresentou o menor impacto ambiental, destacando-se como a alternativa mais ecológica.

Além das questões ambientais, o estudo também considerou os riscos à saúde dos produtos menstruais. O uso inadequado de coletores menstruais tem causado infecções e outros problemas, como prolapso pélvico, o que reforça a importância de um uso adequado e a escolha do tamanho correto. Outros produtos, como tampões e absorventes, também foram analisados por apresentarem metais pesados e substâncias químicas prejudiciais à saúde.
A pesquisa também sugere que, para combater os impactos ambientais, políticas públicas estão começando a ser implementadas. A União Europeia, por exemplo, criou um selo ecológico para produtos menstruais, enquanto estados como Vermont, nos EUA, proíbem o uso de químicos tóxicos nesses produtos.