Cientistas japoneses desenvolveram uma nova argamassa ecológica feita a partir de resíduos da energia geotérmica. Esse material, chamado CSRGF, melhora a estabilidade do solo e reduz impactos ambientais, sendo uma alternativa sustentável às argamassas tradicionais usadas na construção civil. Além disso, ele aumenta em 50% a resistência à liquefação, um fator crucial em regiões sujeitas a terremotos.

A estabilização do solo é essencial para garantir a segurança de prédios e infraestruturas, especialmente em áreas com risco sísmico. No entanto, os métodos tradicionais usam materiais que exigem muita energia para serem produzidos, contribuindo para as emissões de CO₂. A nova argamassa resolve esse problema ao reaproveitar fluidos residuais da energia geotérmica, reduzindo desperdícios e promovendo uma abordagem mais sustentável na construção.
Sua capacidade de vedação a torna ideal para projetos subterrâneos, como metrôs e túneis, prevenindo infiltrações de água. Em áreas costeiras e propensas a enchentes, ela ajuda a reforçar o solo, combatendo erosão e minimizando os impactos das mudanças climáticas.

O grande diferencial é sua contribuição para um modelo de economia circular. Em vez de descartar os resíduos ricos em sílica da energia geotérmica, os pesquisadores os transformaram em um produto útil para a construção civil. Isso não só reduz a necessidade de matéria-prima nova, como também diminui os impactos ambientais da indústria, tornando as obras mais ecológicas e eficientes.
O próximo passo da pesquisa será ampliar a produção e testar o material em obras reais. Se aprovado, ele pode revolucionar a forma como estabilizamos solos e construímos em áreas de risco, ajudando a indústria da construção a reduzir sua pegada de carbono. Esse avanço reforça como a inovação pode tornar as cidades mais seguras e sustentáveis.