Um relatório do gabinete do prefeito de Londres revelou que as emissões de gases tóxicos na cidade caíram 27% após a expansão da Zona de Emissões Ultra Baixas (ULEZ) em 2023. A medida impõe uma taxa aos veículos mais poluentes e foi ampliada em agosto do ano passado, apesar da resistência de moradores que temiam impactos no custo de vida.

Com a expansão, cerca de cinco milhões de pessoas passaram a estar sujeitas à cobrança diária de 12,50 libras (cerca de R$ 934,00) para veículos mais antigos e poluentes. A análise do período até setembro de 2024 confirmou a redução significativa nos níveis de dióxido de nitrogênio, um gás prejudicial à saúde.
O dióxido de nitrogênio, liberado pela queima de combustível em motores, pode agravar a asma, retardar o desenvolvimento pulmonar infantil e aumentar o risco de câncer de pulmão. O prefeito Sadiq Khan defendeu a ampliação da ULEZ, afirmando que a decisão foi necessária para proteger a saúde pública.
Desde a introdução da zona em 2019, a qualidade do ar melhorou em 99% dos locais monitorados na cidade. No entanto, a cobrança continua sendo alvo de críticas, especialmente de quem vê a taxa como um peso adicional em meio à crise do custo de vida.

Apesar da redução significativa na poluição, a ULEZ segue como um tema controverso entre os londrinos. Enquanto autoridades destacam os benefícios para a saúde pública e o meio ambiente, opositores argumentam que a taxa penaliza motoristas de baixa renda que não podem arcar com a substituição de seus veículos. A resistência à medida reflete um debate mais amplo sobre equilíbrio entre sustentabilidade e impacto econômico.
A insatisfação levou a protestos e ataques a câmeras instaladas para fiscalizar a aplicação da medida. Mesmo assim, os dados sugerem que a expansão da ULEZ teve um impacto positivo na redução da poluição do ar em Londres.