A sustentabilidade é um dos grandes desafios da área da saúde. Por isso, pesquisadores do centro médico da Universidade Radboud, na Holanda, analisaram o impacto ambiental das cirurgias cardíacas e da internação em terapia intensiva. O estudo, publicado no European Journal of Cardio-Thoracic Surgery, revelou que o atendimento a um único paciente pode gerar até 414 kg de CO₂, o equivalente a uma viagem de carro de 3.000 quilômetros.

Os pesquisadores identificaram pontos críticos para reduzir esse impacto, como o uso excessivo de materiais descartáveis, incluindo aventais, luvas e gazes. Alternativas sustentáveis, como itens laváveis, podem diminuir significativamente a pegada ecológica. Além disso, a otimização dos sistemas de ventilação e o uso de energia renovável são estratégias essenciais para tornar os procedimentos mais sustentáveis.
Outro fator preocupante é o conjunto descartável da máquina coração-pulmão, que contém cerca de seis quilos de plástico. Embora ainda não haja uma alternativa viável, o estudo reforça a necessidade de inovação para reduzir esse impacto ambiental. Pequenas mudanças, quando aplicadas de forma contínua, podem trazer benefícios significativos para a sustentabilidade na saúde.

Como resultado direto da pesquisa, o Radboudumc já está adotando medidas para otimizar seus sistemas de ventilação e reduzir o uso de descartáveis. O pesquisador Tim Stobernack destaca que o objetivo é expandir essa análise para outros procedimentos, como cirurgias oftalmológicas e atendimentos de emergência. A busca por soluções sustentáveis é um desafio contínuo, mas essencial para reduzir impactos ambientais na área da saúde.