Esse estado possui grande potencial para cicloturismo em ferrovias desativadas, mas ainda carece de projetos concretos. O deputado Goura (PDT) tem articulado com órgãos governamentais, entidades e empresas para fomentar essa iniciativa. Ele destaca que transformar antigas malhas ferroviárias em rotas para ciclistas impulsiona o turismo sustentável.

Goura tem dialogado com a SETU, DNIT, Aliança Bike e a empresa Rumo S.A., ressaltando que o cicloturismo gera impactos positivos na economia e no meio ambiente. Ele defende que o aproveitamento de ferrovias ociosas pode beneficiar o comércio e a cultura locais. O deputado sugere a criação de projetos-piloto e o levantamento de dados técnicos para viabilizar as iniciativas.
Experiências nacionais, como a Rota do Ferro (MG) e a Trilha Verde da Maria Fumaça (MG), demonstram o potencial do cicloturismo em ferrovias desativadas. Em reunião com a Rumo S.A., Goura apresentou propostas para implantar essa prática no Paraná, destacando benefícios como geração de empregos, preservação do patrimônio e estímulo a deslocamentos não poluentes.

O gerente da Rumo S.A., Ticiano Bragatto, afirmou que o projeto está alinhado com a empresa e citou casos de sucesso, como o estudo para reativação da malha ferroviária entre Cajati e Santos (SP) e o projeto “Caminho Rio do Peixe”. Ele destacou a Lei Federal 14.273/2021, que permite o uso da faixa de domínio ferroviário para ciclovias e parques sem interferir na operação dos trens.
No Paraná, algumas iniciativas já começam a surgir, como ciclovias em faixas ferroviárias em Curitiba e discussões sobre rotas conectando cidades como Castro, Carambeí e Piraí do Sul. Goura reforçou que é preciso incentivar os municípios a desenvolver projetos e aproveitar essa oportunidade para transformar ferrovias ociosas em espaços de cicloturismo sustentável.